07/10/2011 ÀS 16H23
Empresas se preocupam em integrar funcionários estrangeiros
Por Letícia Arcoverde | Valor
Mariana Barros, sócia da Differänce, diz que a procura por workshops que impulsionam a integração de estrangeiros à cultura brasileira aumentou desde 2008
SÃO PAULO - Começar em um emprego exige adaptações a novos ambientes e responsabilidades. Quando se soma a isso o fato de estar em um país estrangeiro, de cultura diferente e costumes desconhecidos, os desafios de integração são ainda maiores. Com a chegada crescente de estrangeiros para trabalhar no Brasil, os departamentos de recursos humanos estão cada vez mais atentos à necessidade de promover ações que melhorem a adaptação dos expatriados e estimulem a integração entre funcionários locais e estrangeiros.
A consultora Mariana Barros, sócia da Differänce, que oferece assistência a expatriados, explica que a procura por workshops que impulsionam a integração de estrangeiros à cultura brasileira vem crescendo há cerca de três anos. Desde 2010, no entanto, o serviço mais procurado pelas empresas é o treinamento de diversidade, que auxilia os funcionários a interagir com as diferenças no ambiente de trabalho. Os mais populares focam na capacitação de equipes brasileiras para trabalhar com times de estrangeiros, e reforçam desde a importância da língua inglesa até a cultura de países que fazem negócios com os grupos daqui.
As iniciativas melhoram o ambiente de trabalho e a relação entre brasileiros e expatriados. A consultora explica que é comum os estrangeiros interagirem apenas entre si, desenvolvendo grupos sociais próprios, o que pode afetar a rotina profissional e atrapalhar os negócios. Segundo ela, os RHs estão atentos a isso e passaram a investir em programas que derrubam as barreiras culturais e promovem a integração de todos os funcionários.
É o caso da LG Brasil, que costuma receber pelo menos cem estrangeiros por ano, a maioria vinda da matriz, na Coreia do Sul. Ao perceber que os expatriados costumavam se relacionar muito entre si, o RH desenvolveu o projeto “Local Brother”. Nele, funcionários brasileiros se voluntariam para servir de “irmão” local e receber os estrangeiros que chegam à empresa fora do ambiente de trabalho. A intenção é mostrar aspectos simples, mas importantes, do cotidiano local para os recém-chegados e suas famílias, facilitando a integração não só dentro da empresa, mas com a cultura nacional. As atividades já realizadas vão desde oferecer dicas na hora de fazer supermercado ou escolher o melhor restaurante até assistir jogos de futebol ou andar a cavalo na casa da família no interior do Estado.
O gerente geral de RH da empresa, Victor Matheus, explica que o objetivo é aproveitar as diferentes culturas para enriquecer o ambiente profissional e a relação entre os funcionários, e não tratá-las como um obstáculo. O programa, que acabou de ser implementado, já formou quatro pares entre voluntários brasileiros e estrangeiros que chegaram ao escritório de São Paulo desde o início do projeto. Matheus agora estuda promover duplas também entre expatriados que já estão há um tempo na empresa.
Acostumada a receber a cultura coreana da matriz, a LG também promove palestras sobre o país asiático para os funcionários brasileiros. Para Matheus, melhorar o entendimento e a convivência entre os locais e os expatriados é essencial para usar o melhor de culturas diferentes e trabalhar a favor da empresa.
(Letícia Arcoverde | Valor)
http://www.valor.com.br/carreira/1042084/empresas-se-preocupam-em-integrar-funcionarios-estrangeiros
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Friday, December 2, 2011
Tuesday, June 15, 2010
XXlI InterNations Sampa Get-together: HAPPY HOUR AT ALBERTA # 3

Dear Internations Members,
Let´s meet again for nice chats and laughs after a hectic day at the office.
This time you are invited to a Happy Hour at Alberta # 3 http://www.alberta3.com.br
The charming bar-club is located downtown in the famous avenida São Luís (Consolação) and is decorated as an old hotel hall. It will be a private party for our group from 6pm till 22pm. Everybody who arrives during the Happy Hour time gets a free “mojito”.
Later, they will open the house for the general public, starting The Rocks Off Party at 23pm. Remember: from 22pm, the entrance fee for everybody will be R$ 25,00.
Important: Try to get as earlier as possible. The Happy Hour will be the best moment for us to meet our Internations fellows.
Come join us for food, drink, and fun!
Albatross members don’t pay the entrance fee!
Please register for this event by sending an email to mariana@differance.com.br. Feel free to bring your international friends, but please invite them to sign up to InterNations first.
Looking forward to seeing you all there,
abraços,
Kelly & Mariana
InterNations Ambassadors São Paulo
————————————————————————
Event Date
Start date: Jun 30, 2010 18:00
End date: Jul 01, 2010 02:59
Entrance Fee / Cover Charge
Albatross Members: Free
Basic Members: 20.00 reais
Cover charge includes: MOJITO!
Albatross Members: Free
Basic Members: 20.00 reais
Basic members should pay the R$20,00 of entrance fee to the InterNations Host at the door. Please bring cash!
The cover charge/ or Albatross membership includes a free welcome drink: "MOJITO"
Event Location
ALBERTA # 3
Av. São Luís, 272 República São Paulo
Brazil
Email: http://www.alberta3.com.br/blog/
Phone: +55 11 3151-5299
_________________
Live the InterNations spirit – Nobody stands alone!
For many guests, it’ll be the first InterNations event; quite a few arrive on their own. Please be open to making them feel welcome. If you see someone standing alone, it’d be great if you introduced them to your friends. We can thus share the spirit of connecting global minds, and every member will have a lovely time. Thanks!

Friday, February 19, 2010
Estrangeiros no Brasil

O americano Tyler Mecham, de 30 anos, está morando no Brasil há um ano. Ele deixou sua cidade natal, Phoenix, no estado americano do Arizona, e veio para São Paulo cursar MBA na Fundação Instituto de Administração (FIA), na primeira turma em inglês criada pela escola. Agora, Tyler está em fase de contratação por uma multinacional com sede na capital paulista. Em sua turma, de 15 alunos, outros quatro estão em fase de negociação para serem contratados por empresas locais. ”Fui escolhido por conhecer outra cultura e falar inglês fluentemente, além da minha experiência na área financeira”, diz Tyler.
O americano e seus colegas de classe fazem parte de um grupo de jovens profissionais estrangeiros que vem mostrando interesse crescente em fazer carreira no Brasil, um movimento que se intensificou no último ano, com a crise de emprego na Europa e nos Estados Unidos. “A projeção econômica do Brasil no exterior incentivou essa procura”, diz Denise Barreto, sócia da GNext, consultoria de busca de executivos de São Paulo. A GNext vem recebendo mais currículos de europeus desde o início do ano passado. “São altamente qualificados e com perfil multicultural. Se comparados aos brasileiros que cursam MBA no exterior, concorrem em pé de igualdade”, diz Denise. Eles podem ser especialmente interessantes para empresas em fase de internacionalização, que querem ganhar conhecimento em um determinado mercado.
O processo de contratação de estrangeiros leva entre um e dois meses. “É relativamente simples, mas é a empresa brasileira que precisa se responsabilizar pelo visto”, diz o advogado Renê Ramos, sócio da Emdoc, que presta serviço para quem vai contratar estrangeiros. “De julho de 2009 para cá os pedidos de visto de trabalho só aumentaram”, diz Renê.
A vinda e a contratação de estrangeiros por empresas com sede no Brasil devem ficar cada vez mais comuns, considerando que o país começa a se aproximar das grandes economias mundiais. Cidades como Londres ou Nova York experimentam isso há anos. Mas esse é também um dos aspectos da falta de profissionais no mercado local. “As empresas primeiro trouxeram de volta seus expatriados. Agora querem também os talentos que não são daqui para preencher seus quadros deficitários por causa do crescimento rápido e da falta de gestores”, diz o consultor de gestão de recursos humanos César Souza, da Empreenda, de São Paulo.
“Os latinos serão os primeiros a vir: portugueses, italianos e espanhóis, que estão com um grande problema de falta de emprego em seu país”, diz César. Nos últimos meses, Newton Campos, presidente da associação de ex-alunos do Instituto da Empresa, o IE, na Espanha, uma das principais escolas de negócios da Europa, viu mais que triplicar a procura de ex-alunos por um emprego no Brasil. “Há um ano, recebia um e-mail de ex-alunos a cada três meses. Hoje, chega um pedido de informação sobre trabalho a cada 15 dias”, diz Newton.
Na Esade, outra escola de negócios da Espanha, a área de serviços de carreira tinha, até um ano atrás, em média três solicitações de apoio para trabalhar no Brasil por ano. Em 2009, foram 12. O italiano Ulrico Talamanca, de 30 anos, é um dos alunos do IE interessados nas possibilidades brasileiras. Chegou ao Brasil em janeiro deste ano disposto a aprender português — ele já fala inglês, alemão e espanhol — e usar sua experiência de cinco anos em banco de investimento na Itália e nos Estados Unidos para conseguir um emprego no país.
“A economia na Europa está parada e a América do Sul é um lugar mais próximo em termos culturais”, diz Ulrico. Mercados como agronegócio, que empregou três dos alunos da primeira turma do MBA em inglês da FIA, e energia são alguns dos que mais atraem. “O Brasil tem a imagem de inovador no setor de energia e as pessoas querem aprender com isso”, diz James Wright, diretor do curso.
A vinda de executivos estrangeiros pode aumentar a concorrência em algumas áreas, mas a convivência com profissionais de outros países deve beneficiar as empresas e enriquecer as equipes de trabalho locais. “Há uma vantagem na mistura de várias culturas, algo que já acontece nas grandes metrópoles mundiais. Não acho que essas pessoas venham para tirar o trabalho dos brasileiros, mas para trazer mais conhecimento”, diz Denise, da GNext. De fato, os estrangeiros trazem na bagagem uma experiência diferenciada. Até por isso, a competição no mercado de trabalho vai ficar mais árdua.
O americano e seus colegas de classe fazem parte de um grupo de jovens profissionais estrangeiros que vem mostrando interesse crescente em fazer carreira no Brasil, um movimento que se intensificou no último ano, com a crise de emprego na Europa e nos Estados Unidos. “A projeção econômica do Brasil no exterior incentivou essa procura”, diz Denise Barreto, sócia da GNext, consultoria de busca de executivos de São Paulo. A GNext vem recebendo mais currículos de europeus desde o início do ano passado. “São altamente qualificados e com perfil multicultural. Se comparados aos brasileiros que cursam MBA no exterior, concorrem em pé de igualdade”, diz Denise. Eles podem ser especialmente interessantes para empresas em fase de internacionalização, que querem ganhar conhecimento em um determinado mercado.
O processo de contratação de estrangeiros leva entre um e dois meses. “É relativamente simples, mas é a empresa brasileira que precisa se responsabilizar pelo visto”, diz o advogado Renê Ramos, sócio da Emdoc, que presta serviço para quem vai contratar estrangeiros. “De julho de 2009 para cá os pedidos de visto de trabalho só aumentaram”, diz Renê.
A vinda e a contratação de estrangeiros por empresas com sede no Brasil devem ficar cada vez mais comuns, considerando que o país começa a se aproximar das grandes economias mundiais. Cidades como Londres ou Nova York experimentam isso há anos. Mas esse é também um dos aspectos da falta de profissionais no mercado local. “As empresas primeiro trouxeram de volta seus expatriados. Agora querem também os talentos que não são daqui para preencher seus quadros deficitários por causa do crescimento rápido e da falta de gestores”, diz o consultor de gestão de recursos humanos César Souza, da Empreenda, de São Paulo.
“Os latinos serão os primeiros a vir: portugueses, italianos e espanhóis, que estão com um grande problema de falta de emprego em seu país”, diz César. Nos últimos meses, Newton Campos, presidente da associação de ex-alunos do Instituto da Empresa, o IE, na Espanha, uma das principais escolas de negócios da Europa, viu mais que triplicar a procura de ex-alunos por um emprego no Brasil. “Há um ano, recebia um e-mail de ex-alunos a cada três meses. Hoje, chega um pedido de informação sobre trabalho a cada 15 dias”, diz Newton.
Na Esade, outra escola de negócios da Espanha, a área de serviços de carreira tinha, até um ano atrás, em média três solicitações de apoio para trabalhar no Brasil por ano. Em 2009, foram 12. O italiano Ulrico Talamanca, de 30 anos, é um dos alunos do IE interessados nas possibilidades brasileiras. Chegou ao Brasil em janeiro deste ano disposto a aprender português — ele já fala inglês, alemão e espanhol — e usar sua experiência de cinco anos em banco de investimento na Itália e nos Estados Unidos para conseguir um emprego no país.
“A economia na Europa está parada e a América do Sul é um lugar mais próximo em termos culturais”, diz Ulrico. Mercados como agronegócio, que empregou três dos alunos da primeira turma do MBA em inglês da FIA, e energia são alguns dos que mais atraem. “O Brasil tem a imagem de inovador no setor de energia e as pessoas querem aprender com isso”, diz James Wright, diretor do curso.
A vinda de executivos estrangeiros pode aumentar a concorrência em algumas áreas, mas a convivência com profissionais de outros países deve beneficiar as empresas e enriquecer as equipes de trabalho locais. “Há uma vantagem na mistura de várias culturas, algo que já acontece nas grandes metrópoles mundiais. Não acho que essas pessoas venham para tirar o trabalho dos brasileiros, mas para trazer mais conhecimento”, diz Denise, da GNext. De fato, os estrangeiros trazem na bagagem uma experiência diferenciada. Até por isso, a competição no mercado de trabalho vai ficar mais árdua.
Fonte: Você S/A por Fabiana Corrêa
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