Thursday, October 23, 2008

Feira Escandinava em SP

Todos os anos, entre o final do mês de outubro e o início de novembro, é realizada a Feira Escandinava no Esporte Clube Pinheiros. Este ano a Feira Ecandinava acontecera entre os dias 29 e 30 de Outubro de 2008

A feira conta com a presença de um estande representativo da Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia ou Dinamarca que oferece produtos típicos desse país, como cristais, artesanato e comidas deliciosas.

O evento e organizado anualmente pela Associação Beneficente Escandinava Nordlyset.

Local; Clube Pinheiros - Sao Paulo, SP - Brasil
Rua Tucuma, esquina com a Avenida Faria Lima
Horarios:
28.out: das 12 as 22 hs
29.out: das 10hs as 20hs

Tuesday, October 14, 2008

Japão - Turnê Kodo Brasil 2008

Considerado símbolo das antigas comunidades rurais do Japão, o taiko (tambor japonês) é a base da obra cênico-musical Kodo. No palco, 14 músicos evocam ritmos regionais nipônicos, combinados a performances vocais e de dança. No repertório, peças elaboradas especialmente para o grupo por compositores contemporâneos e outras autorais. Em sua turnê mundial, One Earth Tour, o grupo busca mostrar ao público a importância do aprendizado e reconhecimento da diversidade cultural.

Performance do Kodo
Turnê Kodo Brasil 2008
27 de outubro - Teatro Nacional de Brasília (DF)
29 de outubro - Teatro Castro Alves Salvador (BA)
30 de outubro - Concha Acústica do Teatro Castro Alves Salvador (BA)
1 de novembro - Teatro Usiminas Ipatinga (MG)
9 de novembro - Teatro João Caetano Rio de Janeiro (RJ)
11 a 16 de novembro - Teatro Alfa São Paulo (SP)

Kodo

Fonte : Site Revista Cult

Monday, October 13, 2008

Pãozinho Global

Receitas de 17 culturas fazem do café da manhã do paulistano uma festa de sabores.

Ninguém resiste a um bom pão. O cheirinho da massa saindo do forno é capaz de encantar qualquer um, em todos os cantos do planeta. Mas, como outras receitas universais, cada país tem o seu jeito de fazer, enrolar e comer o pãozinho de cada dia.

Em São Paulo, o alimento pode adquirir essas centenas de feições. Com ou sem fermento, enrolado ou achatado, com ervas ou puro, o amor pela massa levou imigrantes e apaixonados pela arte a reproduzirem receitas de diferentes sotaques pela cidade, além de criarem outras versões.
A mágica em torno do produto parece estar no ar, tanto para consumidores como para quem o produz. "Sempre beijo a massa antes de levá-la ao forno", conta o chef Pedro de Carvalho, do Café Pittoresque. Henri Schaëffer, pâtissier da recém-aberta Le Vin Boulangerie, diz que alguns clientes tiram até fotos das guloseimas.
No lugar, pode-se ver, através da parede de vidro, a equipe misturar eamassar os ingredientes. "Às vezes, tantas pessoas se reúnem para nos olhar que ficamos tímidos", acrescenta.

A Revista fez um passeio pela cidade e selecionou 19 estabelecimentos que vendem pães típicos de vários países. Uma maneira de reunir duas vocações de São Paulo -pães e diferentes culturas- em um só roteiro.

alemã
A característica pesada e de textura densa que alguns pães alemães têm é explicada por um tempo mais longo no forno, a temperaturas não muito altas. É o caso do pão de seis grãos (R$ 11), de aparência mais escura e em formato retangular, fabricado pela cozinha do Clube Transatlântico e vendido no café que fica na recepção da associação. O único pão redondo, de cor um pouco mais clara, leva sementes perfumadas de alcaravia (R$ 5,50).
Delikatessen do Clube Transatlântico. R. José Guerra, 130, Chácara Santo Antônio, região sul, tel. 2133-8600. Seg. a sex.: 8h às 18h30. Cc: V, AE e M.

árabe
Conhecido em todo o mundo como pitta e um dos mais antigos do Oriente Médio, o khobz Arabi (pão árabe) já se tornou queridinho nos supermercados, padarias e lanchonetes da capital paulista. Diferentemente dos europeus, mais longos e grossos, é arredondado e fino, para consumo imediato. São muito usados no preparo de sanduíches como o beirute, no Brasil, e o kebab, popular em muitos países árabes. No endereço, além do pão (R$ 5), há temperos e outros ingredientes típicos.

Empório Akkar. R. Comendador Afonso Kherlakiam, 165, centro, tel. 3228-7168. Seg. a sex.: 8h às 17h30. Sáb.: 8h às 14h30. Dom.: 9h às 13h. Cc: M e V.

austríaca
Uma receita de Lech, situada nos alpes montanhosos do oeste da Áustria, foi trazida na mala pelo chef Markus Wolf. É com ela que ele prepara os pães que vende sob encomenda em seu restaurante de comida típica. Como os tradicionais, os pães da casa levam muitas ervas em sua massa, feita, em sua versão, com farinha integral e batata e batida muitas vezes antes de chegar ao forno. O resultado é um pão mais escuro, saboroso, macio, molhadinho e muito aromático (R$ 9,50, por 400 g), que pode ser encontrado em filão ou redondo.

Wolf's Garten. R. Lisboa, 284, Pinheiros, região oeste, tel. 3088-4376. Seg.: 12h às 15h. Ter. a sex.: 12h às 15h e 19h30 às 23h. Sáb.: 12h às 16h e 20h às 24h. Cc: V, M e D.

australiana
O pão australiano chamado de damper foi criado por nativos caçadores no sertão do país. Sua versão mais conhecida é uma massa enrolada em um bastão cozido em fogo aberto. Mas esse emblemático pão não é o que ganhou a vista e os paladares entre as padarias e lanchonetes paulistanas. Ao contrário, o produto dessa nacionalidade mais conhecido por aqui tem cor escura, justificada pela presença de cacau e malte. O sabor é amargo, com um leve toque doce, e textura macia. Na Dona Deôla, o quilo custa R$ 29.
Dona Deôla - Alto da Lapa. R. Pio XI, 1.377, Alto da Lapa, região oeste, tel. 3022-5640. Seg. a seg.: 24h. Cc: AE, D, M e V.

armênia
Dois conhecidos pães típicos, o tcherek (tradicional da Páscoa, tem sabor doce e frutas cristalizadas na massa, R$ 2) e o pão de erva-doce (com longo processo de fermentação e formato circular, R$ 4) podem ser encomendados no restaurante comandado por

Mariam Khatchadurian. À frente do Sevan, mesmo nome de um lago na Armênia, ela partiu de uma comunidade instalada no Iraque há 14 anos para vir morar no Brasil.
Restaurante Sevan. R. Jacareí, 35, Bela Vista, região central, tel. 3107-2211. Seg. a sáb.: 8h às 22h. CC: V, M e D.

boliviana
As civilizações que habitaram a América andina e o México deixaram, entre outras importantes heranças, o uso do milho. Esse é um dos principais ingredientes de um pão boliviano de formato arredondado e textura menos macia do que a de um brioche. Ao contrário das broas de milho, ele tem sabor salgado e pode assumir outras formas feitas com a mesma massa (R$ 2, cada um). Para encontrar esse e outros artigos, o lugar indicado é a Kantuta, feira que comercializa desde ingredientes para receitas a camisetas de futebol daquele país.
Feira Kantuta. Praça Kantuta, s/ nº, Canindé, região norte. Dom.: 8h às 19h. Somente dinheiro.

brasileira
Como o trigo, no início da colonização, era caro e considerado artigo de luxo, a mandioca, bastante utilizada pelos índios, foi aos poucos sendo incorporada à alimentação. Sorte a nossa, que podemos comer um pão extremamente macio, de gosto delicado, feito com o ingrediente. Na padaria Leão XIII, a receita leva farinha de trigo e um purê de mandioca, e pode ser comprada em bisnagas (R$ 0,70).


É uma oportunidade para provar um dos quase 70 tipos que a panificadora oferece.
Padaria Leão XIII. R. Soror Angélica, 449, Vila Ester, região norte, tel. 2236-3980. Seg. a dom.: 5h às 22h30. Cc: V e M.

sul-coreana
Receitas originais chegaram em São Paulo há 20 anos da confeitaria que o Wan Soo Park, 57, tinha em seu país. Ele escolheu o Brasil para produzir seus pães e quitutes e, em seu negócio, recebe, além de clientes da comunidade, muitos brasileiros à procura de comidas diferentes. Uma pequena vitrine guarda guloseimas fofinhas e, na maioria das vezes, doces, como o prát pam (R$ 2), um pão com recheio de feijão doce.
Doceria e Cafeteria New York. R. Três Rios, 221, Bom Retiro, região central, tel. 3311-6913. Seg. a sex.: 7h às 20h. Sáb.: 7h às 18h. Não aceita cartões. Cheques para valores acima de R$ 30.

francesa
O país, com uma das tradições gastronômicas mais importantes do mundo, tem, entre outras, duas receitas emblemáticas: o brioche (R$ 2,40), um pão macio, com muita gordura e servido no café da manhã, no lanche e no jantar francês, e o pão de campanha (R$ 6,50), rústico, feito a partir da mistura de farinha de trigo com a de centeio. Para encontrar os pães franceses procure uma bicicleta parada em frente a uma vitrine que ostenta bonitos pãezinhos. Ela indica a Le Vin Boulangerie, onde o chef Henri Schaëffer segue fielmente as receitas trazidas de sua terra natal.
Le Vin Boulangerie. Al. Tietê, 179, Jardim Paulista, região oeste, tel. 3063-1094. Seg. a dom.: 7h às 20h. Cc: V, M, D, AE e H. Cc: todos.
Entre as tantas padarias de São Paulo, uma merece atenção especial. Um salão na rua Bela Cintra produz pães feitos com farinhas integrais e fabricados à maneira antiga: artesanalmente. Paredes feitas de lambri de madeira deixam o pequeno ambiente, de onde se vê a equipe colocando a massa para assar, mais aconchegante e transmitem o zelo que a proposta despende também com os pães. Entre as ofertas, há o pão integral (R$ 7) e o feito com amêndoas e damasco (R$ 10), com casca mais firme e textura consistente.
PAO - Padaria Artesanal Orgânica. R. Bela Cintra, 1.618, Jardim Paulista, região oeste, tel. 3384-6900. Ter. a sex.: 10h às 20h. Sáb.: 9h às 19h. Cc: AE e V.

indiana
Os pães da Índia são geralmente feitos no tandoor, um forno de cobertura arredondada que chega a altas temperaturas. O naan (R$ 3), de massa fina, é grudado no interior desse forno até que sua massa estufe, formando bolhas, e que ele fique ligeiramente moreno. Tem a mesma função do pitta e pode ser usado como talher. O paratha (R$ 3) é muito semelhante, porém utiliza farinha integral, o que torna sua coloração mais escura. Esses e outros podem ser comprados quentinhos no restaurante indiano Govinda.
Govinda. R. Princesa Isabel, Brooklin, região sul, tel. 5092-4816. Seg. a sex.: 19h às 23h. Sáb.: 12h às 16h e 19h às 24h. Dom.: 12h às 17h. Cc: V, M, D e AE.

italiana
A nação internacionalmente famosa por suas massas também tem pães muito conhecidos, como a focaccia (R$ 2,90 a R$ 3,50), de fabricação antiga, forma achatada e textura macia, com muitas variações por todo o país. O tradicional filão (R$ 3,50) surgiu na Toscana, só que sem adição de sal. Algum tempo depois ganhou todo o país, já produzido salgado. É outro hit encontrado por toda São Paulo. Dentre tantas padarias conhecidas, uma ainda sem tanta fama, a La Pergoletta, tem uma produção de qualidade que vale a pena ser experimentada.
La Pergoletta. R. Itapura, 1.478, Tatuapé, região leste, tel. 2092-3330. Ter. a sex.: 12h às 15h e 19h às 23h. Sáb.: 12h às 16h e 12h às 23h. Dom.: 12h às 16h. Rotisseria: ter. a sáb.: 8h às 23h. Dom.: 8h às 16h. Cc: V, M e D.

japonesa/chinesa
Mais de 15 anos de preparo e consultorias com chefs trazidos de outros países fizeram com que Memi Guo Den, a proprietária de ascendência chinesa da Bakery Itiriki, encontrasse uma fórmula para reunir em um único lugar pães tradicionais do Japão e da China. Instalada no bairro da Liberdade, a loja exala cheiro de pão que acabou de sair do forno. São quase cem tipos, oferecidos em bufês onde é possível se servir com receitas como a japonesa de melon pan (R$ 3,20) e o típico pão chinês assado no vapor (R$ 4,30).
Bakery Itiriki. R. dos Estudantes, 24, Liberdade, região central, tel. 3277-4939. Seg. a seg.: 8h às 19h. Cartões: V e M.

lituana
Uma receita de pão preto lituano que é mantida em segredo é o que a família de Wilson Carlos Gonsalves herdou ao comprar a padaria São José, em 1975. Foi naquela época que um padeiro lituano começou a fazer o item que é sucesso de vendas na padaria. Além de receber pedidos de imigrantes e descendentes, outros clientes já caíram no gosto do pão de superfície grossa e sabor bem salgado, encontrado em três tamanhos (grande R$ 12, médio R$ 8, e pequeno R$ 6).
Padaria São José. Pç. República Lituana, 73, Vila Zelina, região leste, tel. 2341-5424. Seg. a dom.: 5h às 23h. Cc: M e V.

paraguaia
Dez mil unidades por semana é a quantidade de chipas, pãozinho tipicamente paraguaio, que as padarias da rede Abrahão vendem por semana. Com recheios de frango com Catupiry (R$ 2,40), de goiabada (R$ 2) e de queijo (R$ 2), ela é uma adaptação da receita original, que leva polvilho. A versão disponível nas padarias recebeu uma dose extra de parmesão e ficou mais crocante, mas ainda no mesmo formato que lembra uma ferradura.
Benjamin Abrahão. R. José Maria Lisboa, 1.397, Jardim Paulista, região oeste, tel. 3061-4004. Cc: M, V e AE. Benjamin Abrahão Mundo dos Pães. R. Maranhão, 220, Higienópolis, centro, tel. 3258-1855. Seg. a dom.: 6h às 20h30. Cc: M, V e AE.

russa
O gosto azedo e ácido presente no pão russo preto tradicional pode não agradar em cheio o paladar brasileiro, mas tem uma razão de ser. Seu processo de fermentação resulta em leveduras responsáveis por nutrientes raros em outros alimentos. O chef do Café Pittoresque, em São Paulo, pesquisou a receita entre imigrantes russos para deixá-la mais próxima do original. Mas, como não fez muito sucesso, ela é vendida agora apenas sob encomenda (R$ 15). Outro pão de sabor russo é o pirodjki, com massa de batata, que pode ser encontrado no restaurante (R$ 15, com seis unidades) nas versões carne e queijo branco.
Café Pittoresque. R. Fradique Coutinho, 832, Pinheiros, região oeste, tel. 3097-0939. Ter. a sáb.: 12h às 12h. Dom.: 12h às 17h. Cc: todos.

sueca
A comunidade nórdica em São Paulo costuma ter duas maneiras de abastecer seu estoque de pães típicos. Uma delas, acontece anualmente -em geral, no mês de outubro (neste ano, nos dias 29 e 30)-, é a feira de produtos escandinavos realizada no Clube Pinheiros. Outra, é comprá-los no tradicional mercado Santa Luzia. Nas gôndolas que se dedicam a pães, uma se enche quase que completamente com 20 marcas de pão sueco, entre elas o Schoenfelder, feito com linhaça (R$ 7,70), e o Nórdico Sueco Peter Pão (R$ 3,74).
Casa Santa Luzia. Al. Lorena, 1.471, Jardim Paulista, região oeste, tel. 3897-5000. Seg. a sáb.: 8h às 20h45. Cc: M, V, AE e D.

720 toneladas é a quantidade de pães que a Grande São Paulo produz por dia.

Até 160 tipos de pão são consumidos pelos paulistanos.

Nosso consumo é menor que o recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde): os paulistanos consomem 45 kg/per capita/ano, o aconselhado é de 60 kg/per capita/ano.

Fonte: Revista da Folha - 28/09/2008
por Marília Miragaia / foto Beatriz Toledo

Thursday, October 9, 2008

Oktoberfest também no Brasil

A cidade de Blumenau, em Santa Catarina, celebra a cerveja e a cultura alemã em todos os meses do ano. Em outubro, com a primavera a postos, a alegria ganha ares de um prolongado Carnaval, com duas semanas e meia de duração: tem música, dança, bebidas e comidas típicas desfilando todos os dias e noites na Oktoberfest, a maior festa brasileira da cerveja.

Mapa de localização da região
Em 2008, ano em que completa 25 anos de existência, a Oktoberfest vai de 9 a 26 de outubro. Para aproveitar o grande fluxo de turistas, outras cidades do Vale do Itajaí mantêm há tempos a tradição das festas de outubro, como a Fenarreco, em Brusque, e a Marejada, em Itajaí, essa dedicada à cultura portuguesa.

Localizada a 140 km de Florianópolis, numa paisagem de morros de intenso verde, Blumenau foi fundada por imigrantes alemães em 1850. O município leva o nome de Hermann Blumenau, o químico que estabeleceu a colônia nas margens do rio Itajaí-Açu. A cultura germânica é a mais visível, em especial na gastronomia e na arquitetura de estilos enxaimel ou alpino, mas não foi a única a dar identidade ao lugar. Também os italianos deixam a sua marca na região desde 1875.

Réplica da prefeitura alemãde Michelstadt

A fórmula das saborosas cervejas de fabricação artesanal estavam na cabeça e na bagagem dos primeiros colonizadores, e a tradição da bebida é cultuada por cervejarias locais, em especial na observância da Lei de Pureza, a Reinheitsgebot, instituída na Baviera em 1516. Usa-se apenas água, lúpulo, fermento e malte (de cevada ou trigo) para fabricar a cerveja. Em qualquer época do ano, dada a intimidade dos moradores com a bebida, Blumenau se apresenta como uma escola para degustar as diferenças entre as famílias lager e ale, descobrir as graduações de amargor e doçura, aprender que uma cerveja que harmoniza com charutos e defumados será tostada, mas não frutada.

Para acompanhar, tem aqueles nomes de pronúncia difícil nos cardápios, como knackwurstchen mit sauerkrat und salat (salsichão com chucrute e salada), eisbein (joelho de porco) e pfeffersteak (filé grelhado com molho de pimentas). Felizmente dá para pedir o prato mais típico em língua portuguesa mesmo: marreco com repolho roxo e purê de maçã, uma iguaria substanciosa, azeda e doce ao mesmo tempo.

Parada oficial

Dois museus se destacam entre as atrações culturais. No Museu da Família Colonial o visitante conta com monitores que apresentam a memória dos primeiros habitantes por meio de objetos, escrivaninhas, cristaleiras, fotografias, pinturas, exposições temporárias e uma casa erguida em 1858. Ali as vigas de madeira do estilo enxaimel não são apenas decoração nas paredes, como em fachadas estilizadas da Vila Germânica e da rua 15 de Novembro, mas parte de uma estrutura complexa de encaixe e sustentação.

No bosque do museu, repousa uma homenagem comovente da atriz Edith Gaertner. Ela deu a nove de seus felinos a dignidade de túmulos individuais, e o Cemitério dos Gatos está lá, com os nomes dos bichos em placas de mármore, para a posteridade.


Outro legado que vale a visita é o do naturalista Fritz Müller, no Museu Ecológico que leva o seu nome. Ainda em meados do século 19, desde o sul do Brasil, Müller foi um dos pesquisadores a sair em defesa da teoria da evolução de Charles Darwin, com quem se correspondia. Nas cartas de Darwin, o alemão naturalizado brasileiro recebeu o elogio de 'príncipe dos observadores'.

Pólo da indústria têxtil e de informática, Blumenau incentiva o contato com a natureza em parques de grandes dimensões, refúgios providenciais nos meses abafados do verão. Também são muitos os mirantes para as curvas do rio Itajaí-Açu, que nasce na Serra do Mar e banha 45 cidades antes de encontrar o oceano.

Por linhas tortas e trágicas, foi o rio que deu origem ao derrame anual de milhares de litros de cerveja e chope. Uma enchente e centenas de desabrigados motivaram a arrecadação de fundos, e da necessidade de levantar os ânimos nasceu a Oktoberfest, em 1984, inspirada na festa de Munique.
Uma das tradições da festa é presentear com entrada franca homens e mulheres que se apresentam vestidos com trajes típicos alemães: calças curtas com suspensórios, meias brancas e sapatos pretos, chapéus de feltro ou aro de flores na cabeça, camisas brancas, saias longas e aventais. Na noite de abertura, as bilheterias para ingresso na área dos pavilhões fechados da Vila Germânica nem funcionaram: a entrada foi liberada para todos, e será novamente gratuita no domingo de encerramento, dia 26 de outubro.

Mais informações:
http://www.oktoberfestblumenau.com.br/

Fonte: site UOL

Wednesday, October 8, 2008

3ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

No período de 6 de outubro a 6 de novembro de 2008, a 3ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul leva a 12 capitais brasileiras o olhar singular de cineastas sul-americanos sobre temas, valores e dilemas que dizem respeito à dignidade da pessoa humana. Mais do que isso, essa terceira edição celebra os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que é em si um roteiro, um roteiro para a paz na humanidade. Um roteiro no qual somos todos atores e realizadores!!!!

Vale a pena conferir!!!

Entrada Franca
- Mais informacoes no site - Locais e filmes: http://www.cinedireitoshumanos.org.br

Tuesday, October 7, 2008

Dubai - Areia e Fantasia

No distante Golfo Pérsico, Dubai transforma deserto em oásis livre de impostos e meta da construção civil e do turismo internacional. Cerca de 14 horas separam São Paulo de Dubai. Da América do Sul até o Golfo Pérsico o vôo é longo, sim, mas tem uma vantagem de ser o único e o primeiro a ligar, sem escalas, o Cone Sul ao distante e exótico Oriente Médio. Um exotismo aos olhos ocidentais que logo a entrada a bordo começa se revelar. Sinais da cultura muçulmana são exemplificados pelo véu da boina das comissárias da Emirates Airline. Outro exemplo? Referências à paisagem que o passageiro encontrará no desembarque também aparecem na decoração da aeronave, basicamente em tons creme (que remetem ao deserto) e muito brilho (clara alusão aos milhares de neons que iluminam a cidade mais badalada dos Emirados Árabes Unidos).


Burj al-Arab

Vôo encerrado e com os pés no chão, mais impactos. Do avião até a área de imigração surge diante dos olhos o gigante Duty Free de Dubai. Não é miragem, nem efeito colateral da longa viagem. O conjunto de lojas e butiques de grife é uma ode concreta ao consumo e ao estilo superlativo dos dubaienses. De vistosas Mercedes a uísque e helicópteros, tudo e vendido nesse lado das Arábias. Já a saída do aeroporto, mais impacto: mesmo o relógio marcando pouco mais de meia-noite, o calor dá as boas-vindas. Welcome ao país de apenas duas estações climáticas: quente (40°C) e muito quente (45°C ou mais).

Construção - cidade e The Palm Jumeirah

Day after Viva o ar-condicionado. Aqui, é mais essencial que o ar quente que se respira nesses lados do planeta. E não faltam aparelhos, ligados na máxima potência, em ônibus, táxis e nas gigantescas torres de escritórios da cidade. E, nesse aspecto, Dubai converteu-se na Meca da engenharia civil. E o maior canteiro de obras a céu aberto do mundo. Por onde quer que se olhe, há gruas por todos os lados. Estatísticas afirmam que 1/3 de todas essas máquinas estão em Dubai, ajudando a levantar edifícios cada vez mais altos em áreas onde, até o advento do petróleo, tudo era areia e água. Era... isso faz parte do passado, da época em que a cidade não passava de uma isolada colônia de pescadores e mercadores de pérolas.


Vista antiga da cidade

Do passado não tão distante não há mais vestígios. Restam, porém, areia, água e pérolas. Aliás, milhares delas, exibidas, com ostentação, sobre as burkas das mulheres e nas vitrines das joalherias do Mercado de Ouro (Gold Souk) Uma ostentação que salta aos olhos pela dimensão e também pela quantidade utilizada de pedras preciosas e, lógico, do nobre elemento aurífero.


Vista da cidade

Mix de Las Vegas com Miami, a exótica Dubai também surpreende pelos contrastes. Se, por um lado, as rígidas tradições da cultura muçulmana evidenciam-se nos trajes de homens e mulheres, nos tecidos revestidos de pedraria e paetês, nas tatuagens de henna, na proibição de consumo de bebidas alcoólicas (permitida apenas para turistas em áreas específicas de restaurantes), nas rodas de homens fumando narguille e na proibição de se fotografar as mulheres em suas vestes tribais, do outro lado igualmente impressiona a modernidade dos edifícios high-tech da Avenida Sheik Zayed e a quantidade de estrangeiros que trabalham na cidade. Lógico, uma modernidade movida pelos petrodólares dos sheiks que governam o país e empresários de todos os cantos do mundo que apostam suas fichas em Dubai atraídos por convincentes incentivos fiscais.


Praia de Jumeira

Verdadeira terra da fantasia que se materializou às custas do petróleo, Dubai e um free shop ao ar livre. Sem impostos e com criminalidade zero, não por acaso teve desenvolvimento tão rápido, atraindo profissionais de todo o mundo em busca de salários tão altos quanto as torres de concreto que se erguem em ritmo acelerado. Calcula-se que são mais de 140 as nacionalidades dos trabalhadores que deixaram Europa, América, Ásia e Oceania para trás. Exemplo bem-sucedido desse oásis de investimentos e o Dubai Internet City, onde estão instaladas as empresas mais importantes do setor, como Microsoft, CNN e Oracle. A Zona Franca de Jebel Ali, outro complexo superlativo, contabiliza cerca de 1.300 companhias.


Fonte:Flash Viagem 07/10/2008

Monday, October 6, 2008

2nd InterNations Get Together - São Paulo

Dia 27 de setembro aconteceu em uma agradável tarde em São Paulo, mais um Get Together da InterNations.


Reportagem sobre o evento na Rede TV!


A InterNations é a primeira comunidade international virtual para expatriados e "global minds".
Seu principal objetivo é colocar seus membros em contato com outras " global minds" que compartilham de interesses compatíveis , que estão vivendo e enfrentando os mesmos desafios de viver no exterior.

O último encontro aconteceu no Bar Camará com muito samba, feijoada e caipirinha. Muitas nacionalidades aproveitaram a agradável tarde para interagir e fazer novos amigos e contatos: canadenses, norte-americanos, mexicanos, franceses, equatorianos, uruguaios, chilenos, dinamarqueses, italianos, marroquinos, alemães, chineses, brasileiros, espanhois, australianos entre outras tantas nacionalidades.

Tais encontros são promovidos pela embaixadora no Brasil da InterNations, a consultora intercultural Mariana Barros, que também faz parte da equipe DIFFERÄNCE.

Gostaríamos de convidar à todos os leitores deste blog para participar desta interessante rede de relacionamentos, que pode ser acessada pelo site http://www.internations.org/ e também para os próximos encontros.
O próximo encotro esta previsto para Novembro!!!!